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Paz
e sedução
(Por: Marcos Woyames de Albuquerque)
Rosas, cravos, manacás, orquídeas...
Perfume de flores toma conta do ar.
Movimento de folhas ao vento,
Traspassar da luz ao entardecer,
Figuras incontáveis.
Atmosfera de paz.
Clima de sedução.
Gramado, cuidado,
Um tapete aparado,
Suavemente verde.
Convite a deitar.
Ali, dois corpos,
Duas almas,
Um sonho!
Mãos dadas e silêncio.
Nada o que dizer.
Não precisa dizer.
Só o sonho existe.
Só basta viver!
Aqui e ali um cantar de pássaros.
Melodia que quebra o silêncio.
Uma vez ou outra, um olhar, um sorriso.
Sem palavras.
Palavras não são necessárias.
Harmonia,
Momento completo.
O entardecer precede um novo tempo.
Pouco a pouco o azul claro do celeste,
Toma para si a cor sóbria da noite.
A primeira estrela se faz notar.
Pouco a pouco,
O brilhar ganha intensidade,
Pouco a pouco,
O brilho se reflete...
Como num eco...
... repete,
E repete,
E repete...
O palco do céu se enche de estrelas,
Cada uma um encanto,
Em cada uma um mistério.
Brilhos,
brilhos,
brilhos...
um lençol de brilhos cobre o manto negro.
Sonoridade de pássaros é substituída por grilar incessante
Invejando as estrelas pirilampos tentam quebrar seu encanto.
Ao longe...
pelo badalar de um sino...
é anunciado o chegar da noite.
O frescor da brisa dá um novo intento.
Mãos dadas procuram corpos.
Corpos procuram aconchego.
Aconchegados procuram novo momento.
É um tocar.
Um abraçar.
Um beijar.
Uma estrela risca o céu.
Secretos desejos imaginados!
Sem palavras,
Sem gestos...
Cúmplices apenas.
Levantamos, entramos:
Na sala, no banho, no quarto, no leito.
Já não há perfume de flores no ar.
Predomina o cheiro de desejo,
De amor,
Do desejo do nosso amor.
Nos entregamos, nos amamos...
Amamos em paz...
Nesta nossa paz!
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