(Por: Marcos Woyames de Albuquerque) Hoje o sol nasceu. Não era um novo sol, Era o mesmo sol de todo dia, Mas havia uma diferença fundamental. Do outro lado, Do lado em que o sol já não estava, Havia clarões. Clarões que provocam escuridão. Escuridão da alma, Escuridão da razão, Escuridão da maior e divina das dádivas, Escuridão do que há de mais puro, Escuridão da vida. Do lado onde havia clarões e não havia sol, estava a morte! A morte pela intolerância, A morte pela ganância. Porém, apesar das mortes, da intolerância e da ganância, o sol nasceu. O sol é maior que tudo isso! O sol é indiferente a tudo isso! Hoje o sol nasceu. Não era um novo sol, Era o mesmo sol de todo novo dia, Mas havia indiferença. Deste lado, Do lado em que o sol nasceu, Há clarões. Clarões que provocam escuridão, Escuridão da alma, Escuridão da razão, Escuridão da maior e divina das dádivas, Escuridão do que há de mais puro, Do lado onde há clarões e o sol nasceu, está a morte! A morte pela intolerância A morte pela ganância A morte pela violência Porém, apesar das mortes, da intolerância, da ganância e da violência o sol nasceu. Amanhã, indiferente a tudo, o sol irá nascer. Pela indiferença das mesmas razões de hoje, Talvez já não haja a mais divina das dádivas, Talvez já não haja mais vida!
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