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Morte...solidão
(Por: Marcos Woyames de Albuquerque)
Houve um tempo em que o amor era
presença.
Bastava um olhar... e o amor estava ali.
Bastava atentar... e o amor se poderia ouvir.
Na visão, no tato,
Na sensação, no olfato,
Na boca, na língua... um gosto presente.
Houve um tempo que o amor existia.
Bastava o sentir e o saber,
O sorrir e o querer
E o amor estava ali.
Houve um tempo em que o amor o tempo levou,
Ao presente só restou a ausência.
Já não basta atentar ou olhar,
Já não basta tentar tocar.
Impossível saber ou sentir.
Na boca só o gosto amargo da angústia, da ausência.
Agora há um tempo de saudade,
Desesperança no correr da idade,
No rumo da solidão.
Não há mais a mesma serenidade
Do amor que existiu e no tempo se perdeu.
Que se foi para a eternidade.
Do amor que no tempo morreu. |