Guerra não... ainda há tempo.

(Por: Marcos Woyames de Albuquerque)




Hoje não tem poema.
Não tem inspiração.
Hoje o amor não veio,
Bater em meu coração.

Hoje não tem saudade.
Não tem o que dizer.
Hoje minha realidade,
É de um mundo a se perder.

Hoje não creio nos seres.
Não creio na humanidade.
Não creio em dizeres.
Não creio que haja verdade.

Homens se querem matar.
Povos se destruir.
O objetivo seria outro.
O melhor é construir.

Hoje não tenho sonhos.
Muito menos vontade.
Sofrimento, desilusão,
Horror é o que me invade
.

Tenho medos e receios,
Do que possa acontecer,
Existem tantos outros meios,
Das questões resolver.

Existe miséria e fome.
Doença e sofrimento.
De que adianta depois,
Chorar e ter lamento?

Evitem o mal agora.
Ainda há tempo de parar.
Ainda está na hora,
De refletir e pensar.

Não posso salvar o mundo,
Mas sei que sozinho não estou.
Me dê sua mão, vamos juntos,
Se em mim acreditou.

Sei que são palavras simples.
Assim quis por opção.
São mais fáceis de entender.
Por qualquer que seja o irmão.

Parem, parem agora,
Ainda há tempo e vida.
De nada adianta tentar a cura,
Depois de perdida a ferida.

Não estamos fazendo um jogo,
Não estamos brincando com a sorte.
Não mexam com este fogo.
Guerra é sangue, é dor e morte.

Parem donos do mundo.
Não por isso os escolhemos.
Não sei se há esta opção,
Nós já nos arrependemos.

 

 

 

 

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