Depois que a porta

(do quarto) se fecha

(por: Marcos Woyames de Albuquerque)

 

Não há tempo agora,

Não depois que a porta se fecha.

Aqui somos só nós dois,

Nosso tempo não tem hora.

 

Não há nada lá fora,

Não depois que a porta se fecha.

Aqui, entre quatro paredes,

Não há tempo, não há hora.

 

Não há mais a demora,

Não depois que a porta se fecha.

O infindo tempo de chegar,

Morre no amor que fazemos agora.

 

Não há mais saudade,

Não depois que a porta se fecha.

Morre todo o pesar,

Nesse templo do amar.

 

Inicia uma nova dor, 

Quando à hora do ir embora.

Renasce uma outra saudade,

Depois que a porta se fecha!

 

 

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