A inocente busca do amor

(Por: Marcos Woyames de Albuquerque)


Procurei na distância do tempo
E lá não estava o que busquei.
Procurei no final do infinito,
E lá também não encontrei.

Busquei na curva do vento
E nem mesmo por um momento,
Vislumbrei a esperança encontrar.

Olhei com olhar de rapina,
Pela rua até a esquina,
E de nada valeu meu olhar.

Agucei audição e ouvidos,
Procurei pelos sons tão perdidos,
Não havia o que escutar.

No olfato de fato não há,
Extinto, está perdido no tempo.
Não há meios de encontrar,
Não há fim ao tormento.

Passada a ânsia da busca,
Vem o momento da razão.
Encontro para o que me ofusca,
A mais simples explicação.

Não há amor na distância.
Não há amor na ilusão.
Amor só existe mesmo,
Dentro do seu coração.

 

 

 

 

 

 

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