A demência de amar à distância

(Por: Marcos Woyames de Albuquerque)

Alguém chamou de demência,

Amar sem por perto estar.

Quem disse que a ausência,

Não condiz o verbo amar?

 

Se a distância se faz presente,

Impossível esquecer,

Pois amar quem está ausente,

Faz a gente mais querer.

 

Se o tempo nos afasta,

Faz nascer no peito a saudade.

O tempo não desgasta,

Um amor quando é de verdade.

 

Não sentir a tua presença,

Não me faz jamais esquecer.

Determina sim a sentença,

Da vontade de te querer.

 

Procurar por outro alguém,

Pode ser a solução.

Solução pra quem não tem,

Amor real no coração.

 

O silêncio não assusta,

Não me deixa nem aflito.

Sei que tua falta é injusta,

No peito guardo este grito.

 

Pode ser insanidade,

Manter amores aos poucos.

Melhor que não ter amor,

É amar alguém como os loucos.

 

 

 

 

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