| E Deus disse...
Por:
Marcos Woyames de Albuquerque
Houve um
tempo, muito além dos tempos, em que o tempo nem contava.
E Deus disse... "faça-se a luz!" Com a luz, vieram as cores... Houve um poeta, muito além dos poetas, em quem o tempo era de poetar. E o poeta disse... " no Abaeté tem uma lagoa escura... arrudiada de areia branca..." Sobre a lagoa, havia o céu. O azul do céu do Abaeté não dá cor à lagoa escura. No azul do céu do Abaeté, há a luz do Senhor. A escuridão da Lagoa do Abaeté dá cor ao céu azul nas noites do Abaeté. Na escuridão da lagoa do Abaeté, há a luz do Senhor. Os amores nas areias que "arrudiam" o Abaeté são coloridos do azul do céu, da luz das estrelas, do romance da Lua. Os romances do Abaeté são azuis! O azul do céu do alto do morro do Corcovado não é o azul do Abaeté. O azul do céu do Corcovado tem a mão dos homens. As noites negras do alto do morro do Corcovado não são negras como as noites do Abaeté. As noites do Corcovado têm a luz dos homens. Os romances do Corcovado são azuis! O azul do céu da praça da Sé não é o azul do alto do Corcovado. O azul do céu da Sé tem a mão dos homens. As noites estreladas da Sé não são estreladas como o Abaeté. As noites estreladas da Sé têm a luz dos homens. Os romances da Sé são azuis! Fez-se a luz! Fez-se o azul! Fez-se o amor! O amor é luz, o amor é azul, o amor é Deus! |
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